Home Data de criação : 07/11/01 Última atualização : 08/02/11 18:11 / 70 Artigos publicados
 

ALuz Artigos número 8

ALuz - DEUS  (ALuz Artigos número 8) escrito em terça 18 dezembro 2007 19:19

O Nome

 

Nas modernas religiões monoteístas Judaísmo, Zoroastrismo, Cristianismo, Islamismo, Sikhismo e Fé Bahá'í, o termo “Deus” refere-se à idéia de um ser supremo, infinito, perfeito, criador do universo, que seria a causa primária e o fim de todas as coisas. Os povos da mesopotâmia o chamavam pelo Nome hebraico como ( יהוה ) o tetragrama YHWH. Mas com o tempo deixaram de pronunciar o seu nome diretamente, apenas se referindo a "Ele" como "O" Salvador ou "El" Salvador, "O" Criador ou "El" Criador e "O" Supremo, etc. e assim por diante. escrito em

Um bom exemplo desse tipo de associação, ainda estão presentes em alguns nomes e expressões árabes, por exemplo Abdallah que quer dizer servo (abd) de Deus (Allah).

As principais características deste Deus-Supremo seriam:

  • a Onipotência: poder absoluto sobre todas as coisas;
  • a Onipresença: poder de estar presente em todo lugar; e,
  • a Onisciência: poder de saber tudo.

Essas características foram reveladas aos homens através de textos contidos nos Livros Sagrados, quais sejam:

  • o Bhagavad-Gita, dos vaishnavas;
  • o Tanakh, dos judeus;
  • o Avesta, dos zoroastrianos;
  • a Bíblia, dos cristãos;
  • o Livro de Mórmon, dos santos dos últimos dias;
  • o Alcorão, dos muçulmanos;
  • o Guru Granth Sahib dos sikhs;
  • o Bayan Persa, dos babis; e,
  • o Kitáb-i-Aqdas, dos bahá'ís;

Esses livros relatam histórias e fatos envolvendo personagens escolhidos para testemunhar e transmitir a vontade divina na Terra ao povo de seu tempo, tais como:

  • Abraão e Moisés, na fé judaica;
  • Zoroastro, na fé zoroastriana;
  • Jesus Cristo, na fé cristã;
  • Maomé, na fé islâmica;
  • Guru Nanak, no sikhismo, e;
  • Báb e Bahá'u'lláh, na fé Bahá'í

Há milênios, a questão da existência de Deus foi levantada dentro do pensamento do homem, e os principais conceitos filosóficos que investigam e procuram respostas sobre esse assunto, são:

  • Deísmo - Doutrina que considera a razão como a única via capaz de nos assegurar da existência de Deus, rejeitando, para tal fim, o ensinamento ou a prática de qualquer religião organizada. O deísmo é uma postura filosófica-religiosa que admite a existência de um Deus criador, mas rejeita a idéia de revelação divina.
  • Teísmo - Teísmo é um conceito surgido no século XVII (R. Cudworth, 1678) contrapondo-se ao moderno ateísmo, deísmo e panteísmo. O teísmo sustenta a existência de um deus (contra o ateísmo), ser absoluto transcendental (contra o panteísmo), pessoal, vivo, que atua no mundo através de sua providência e o mantém (contra o deísmo). No teísmo a existência de um deus pode ser provada pela razão, prescindindo da revelação; mas não a nega. Seu ramo principal é o teísmo Cristão, que fundamenta sua crença em Deus na Sua revelação sobrenatural através da Bíblia. Existe ainda o teísmo agnóstico, que é a filosofia que engloba tanto o teísmo quanto o agnosticismo. Um teísta agnóstico é alguém que admite não poder ter conhecimento algum acerca de Deus, mas decide acreditar em Deus mesmo assim. A partir do teísmo se desenvolve a Teologia, que é encarada principalmente, mas não exclusivamente, do ponto de vista da fé. Embora tenha suas raízes no teísmo, pode ser aplicada e desenvolvida no âmbito de todas as religiões. Não deve ser confundida com o estudo e codificação dos rituais e legislação de cada credo.
  • Ateísmo – O ateísmo engloba tanto a negação da existência de divindades quanto a simples ausência da crença em sua existência.
  • Agnosticismo – Dentro da visão agnóstica, não é possível provar racional e cientificamente a existência de Deus, como também é igualmente impossível provar a sua inexistência. O agnóstico pode ser teísta ou ateísta, dependendo da posição pessoal de acreditar (sem certeza) na existência ou não de divindades.

  • Doutrina espírita- Considera Deus a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas, eterno, imutável, imaterial, único, onipotente e soberanamente justo e bom. Todas as leis da natureza são leis divinas, pois Deus é seu autor.
  • Martinismo - Nesta doutrina, podemos encontrar no livro Corpus Hermeticum a seguinte citação: "vejo o Todo, vejo-me na mente... No céu eu estou, na terra, nas águas, no ar; estou nos animais, nas plantas. Estou no útero, antes do útero, após o útero -estou em todos os lugares."
  • Teosofia, baseada numa interpretação não-ortodoxa das doutrinas místicas orientais e ocidentais, afirma que o Universo é, em sua essência, espiritual e o homem é um ser espiritual em progresso evolutivo cujo ápice é conhecer e integrar a Realidade Fundamental, que é Deus.
  • Algumas pessoas especulam que Deus ou os deuses são seres extra-terrestres. Muitas dessas teorias sustentam que seres inteligentes provenientes de outros planetas visitaram a Terra no passado e influenciaram no desenvolvimento das religiões. Alguns livros, como o livro "Eram os Deuses Astronautas?" de Erich von Däniken, propõem que tanto os profetas como também os messias foram enviados ao nosso mundo com o objetivo exclusivo de ensinar conceitos morais e encorajar o desenvolvimento da civilização.
  • Especula-se também que toda a religiosidade do homem criará no futuro uma entidade chamada Deus, a qual emergirá de uma inteligência artificial. Arthur Charles Clarke, um escritor de ficção científica, disse em uma entrevista que: “Pode ser que nosso destino nesse planeta não seja adorar a Deus, mas sim criá-Lo [1]”.
  • Outros especulam que as religiões e mitos são derivados do medo. Medo da morte, medo das doenças, medo das calamidades, medo dos predadores, medo do desconhecido. Com o passar do tempo, essas religiões foram subjugadas sob a tutela das autoridades dominantes, as quais se transformaram em governantes divinos ou enviados pelos deuses. Dessa forma, a religião é simplesmente um meio para se dominar a massa. Napoleão Bonaparte disse que: “o povo não precisa de Deus, mas precisa de religião”, o que quer dizer que a massa necessita de uma doutrina que lhe discipline e lhe estabeleça um rumo, sendo que deus é um detalhe meramente secundário.
  • Cientologia Moderna - Baseia-se não só na ciência explicando cada fato descrito em todas religiões mostrando que possivelmente todas as religiões estão interligadas, sendo que cada uma possui um Deus , um seguidor , um principio e um fim. O Deus da cientologia é considerada a natureza pois ela é mais forte que os demais. Na cientologia só existe um suposto Diabo quando há ausência de Deus ou seja, quando a natureza corresponde de forma negativa causando distúrbios aos seres da terra.
  • Especula-se o que significa na Bíblia a palavra "Deus":
    • "no céu e na terra há alguns que se chamam deuses. Todavia para nós há um só Deus, o Pai." I Coríntios 8:5 e 6
    • "Aquele que tem, ele só, a imortalidade e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver; ao qual seja honra, poder sempiterno. Amem." Timóteo 6:16
    • "Eu Sou o Primeiro e Eu Sou o Último. Fora de mim não há Deus." Isaías 44:6
    • "Não terás outros deuses diante de Mim" (singular) Êxodo 20:3
    • "Jesus disse: E a vida eterna é está: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste." João 17:3
    • "E o Senhor será Rei sobre toda a terra; naquele dia um será o Senhor, e um será o seu nome." Zacarias 14:9

QUER SABER MAIS?

 

Argumentos contra a existência de Deus

http://pt.wikipedia.org/wiki/Argumentos_contra_a_exist%C3%AAncia_de_Deus

 

Argumentos pela existência de Deus

http://pt.wikipedia.org/wiki/Argumentos_pela_exist%C3%AAncia_de_Deus

 

 

 

 

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ALuz - Santo Daime  (ALuz Artigos número 8) escrito em sexta 07 dezembro 2007 01:06

     Para a maioria das culturas pré-colombianas o uso de plantas e ervas com substâncias de efeito psíquico era sagrado. Através delas estes povos entravam em contato com o Divino. As ‘drogas’ eram, neste contexto, um fator de integração coletiva e de evolução individual.

     O uso ritual das “plantas de poder” nas Américas hoje em dia pode ainda ser observado em vários cultos e religiões sincréticas provenientes desta antiga tradição cultural de nosso continente: o peyolt nos EUA, a Jurema na caatinga nordestina, o San Pedro e a Coca na Bolívia e no Peru, as inúmeras sementes mexicanas (Ololiuhqui/Tlitlietzen, Mescal Beans e as Colorines) e os diversos tipos de cogumelos alucinógenos e espécies de Datura (Solanácea) são alguns dos exemplos mais conhecidos do uso religiosos e/ou iniciático das drogas hierobotânicas em comunidades ameríndias.

     O Chá do Santo Daime ou Vegetal é preparado do cipó do Jagube ou Mariri (Banisteriopsis caapi) e da folha da Rainha ou Chacrona (Psycotria viridis) - naturais da região amazônica. A bebida - também conhecida como Ayahuasca ou Yajé pelos índios e xamãs do noroeste do Brasil e das regiões a leste dos Andes - é certamente oriunda da tradução espiritual dos Incas.

     Segundo uma lenda, com a invasão espanhola, o príncipe Atahualpa se rendeu e foi escravizado, mas o príncipe Ayahuasca refugiou-se na floresta amazônica e o uso do chá permaneceu sendo divulgado no Peru, na Bolívia e no Brasil.

     Seu uso após a era pré-colombiana teria se difundido entre várias tribos indígenas, das quais se tem razoável conhecimento antropológico. Ingerindo o chá, os índios absorviam o espírito da planta e, em transe, tinham experiências psíquicas e vivenciavam fenômenos paranormais, tais como a telepatia, a regressão a vidas passadas, contatos com os espíritos dos seus antepassados mortos, presciência e visão à distância. Vários relatos apontam ainda que alguns feiticeiros e xamãs usavam a bebida para descobrir qual era a doença de seus pacientes e saber como tratá-la.

     Diversos antropólogos, inclusive, tomaram o chá e descreveram seus efeitos parapsíquicos. Ainda hoje, várias tribos praticam rituais com o uso da Ayahuasca no Brasil, como as dos Kampas e dos Kaxinawás, localizadas perto da fronteira com o Peru.

     Desde o início do século, nos contatos culturais entre seringueiros e índios, a Ayahuasca passou a ser conhecida e usada pelos migrantes nordestinos, que colonizaram a amazônia ocidental. Destes contatos surgiram diversos grupos que sincretizaram o uso da bebida a um contexto religioso cristão-espírita, dos quais a União do Vegetal, no estado de Rondônia, o Santo Daime e a Barquinha, no Acre, são os maiores expoentes.

     Paralelamente ao crescimento dos dois grupos e à expansão do uso religioso e terapêutico da Ayahuasca, uma forte resistência dos setores conservadores da sociedade brasileira se formou, pressionando o Conselho Federal de Entorpecentes (Confen) para embargar o funcionamento destas instituições nos grandes centros metropolitanos.

     Porém, no dia dois de junho de l992, o conselho decidiu liberar definitivamente a utilização do chá para fins religiosos em todo o território nacional. Segundo a então presidente do Confen, Ester Kosovsky, “a investigação, desenvolvida desde l985, baseou-se numa abordagem interdisciplinar, levando em conta o lado antropológico, sociológico, cultural e psicológico, além de análises fitoquímicas”.

     O relator do processo de investigação, Domingos Carneiro de Sá, explicou que o fato fundamental para a liberação da bebida foi o comportamento dos daimistas e a seriedade dos centros que utilizam o chá em seus rituais: “Não foram observadas atitudes anti-sociais dos participantes dos cultos, ao contrário, podemos constatar os efeitos integrados e reestruturantes do Daime com indivíduos que antes de participarem dos rituais apresentavam desajustes sociais ou psicológicos”.

     Coroando o processo de legalização, as entidades religiosas que utilizam a bebida, sem prejuízo de suas identidades e convicções, comprometeram-se a adotar procedimentos éticos comuns em torno do uso do chá, firmando uma carta de princípios. Neste documento, elaborado durante o I Congressso Internacional da Ayahuasca, ocorrido em novembro de 92 em Rio Branco, no Acre, os centros decidiram: vetar a comercialização da bebida, sua mistura com outras substâncias, a prática de curanderismo e estabeleceram regras para divulgação. Também ficou definido que a participação de menores de idade nos rituais só seria possível mediante a autorização dos pais e responsáveis; e que, sob nenhuma condição, seriam admitidos deficientes mentais, pessoas sob o efeito de álcool ou de outras substâncias psicoativas.

A União como entidade

    O sincretismo religioso do Santo Daime - o maior dos grupos que alia uma concepção cristã-espírita às influências indígenas pré-colombianas - tem um ritual bastante simples: os participantes se posicionam em filas formando um quadrilátero, com as moças e as mulheres de um lado e os homens e rapazes do outro, ao redor de uma mesa. Nas festas oficiais, os homens usam ternos brancos e gravatas azuis, e as mulheres, camisa e saias branca com uma jardineira verde com fitas coloridas e usam uma coroa prateada. Ao centro, o Santo Cruzeiro (a cruz de caravaca) e a Estrela do Oriente (o selo de Salomão com uma águia sobre uma lua minguante).

     Após rezarem um terço do Rosário, todos tomam uma dose do chá e entoam cânticos em louvor a Deus, à Virgem Maria e a Jesus Cristo. Além do canto, há também uma dança - chamada de “bailado” - que consiste em deslocar o corpo no compasso da música, em conjunto com todos, para a direita e para a esquerda de forma alternada, em uma espécie de ‘ciranda estática’. Esta corrente de voz e movimento é ritmada por maracás, pequenos chocalhos de lata que quase todos usam. A doutrina é transmitida através das músicas e a estrutura do ritual se assemelha a muitas festas populares do interior do Brasil, provenientes da forte tradição oral das culturas Ameríndia e Afro-brasileira, tais como o Reizado e o Catimbó. “Os hinários”, como os adeptos chamam as cerimônias, começam, geralmente, com o por-do-sol para só terminar na manhã seguinte. Os adeptos do culto vêem neste processo uma representação do sofrimento, morte e ressureição do Cristo. Os hinos, cantados no decorrer da noite, são recebidos mediunicamente e ensaiados com antecedência para a apresentação durante o ritual. As idéias básicas transmitidas pelos hinos são as de solidaridade humana, consciência ecológica e de espiritualização - trovas poéticas entoada em melodias simples e repetitivas, que funcionam como ‘mantras’. “Um hinário reflete o aprendizado da pessoa que o recebeu, que é novamente vivido por todos aqueles que o cantam durante os rituais” - explica Alex Polari, um dos dirigentes do CEFLURIS (Centro Eclético da Fluente da Luz Universal Raimundo Irineu Serra) - “o Hinário do Cruzeiro, recebido pelo Mestre Irineu, fundador da doutrina, por exemplo, é um conjunto de 129 cânticos que expressa sua biografia espiritual, com as provas e experiências que ele enfrentou durante o decorrer de sua vida”. Além disso, cada hinário também se caracteriza pelos ensinamentos de um santo em particular, segundo as características espirituais do guia que orienta seu receptor. Assim, o hinário do Padrinho Sebastião, O Justiceiro, reflete os ensinamentos de São João Batista; o hinário de seu filho, Alfredo Gregório, expressa os ensinamentos do Rei Salomão. No caso do hinário do fundador, Mestre Irineu, por ser o primeiro, encontram-se os ensinamentos de Jesus Cristo.

     O efeito da bebida do Santo Daime promove uma expansão na consciência que, sem a perda da capacidade de ação voluntária, permite que se observe os próprios sentimentos e pensamentos com maior clareza. No decorrer do ritual, o estado de consciência intensificada pelo chá amplifica as situações recorrentes da vida cotidiana, revelando contradições existenciais e processos interiores que se repetem inconscientemente em diversos níveis. Esses processos involuntários são compreendidos pela consciência intensificada dos participantes, através da corrente formada pelo bailado e pelos hinos, que sugerem sempre uma solução positiva para os problemas. Segundo os participantes do culto, o ritual é “uma auto-análise”. O processo vivido sobre o efeito da bebida, abrindo as portas do subconsciente e ação condicionante do hinário (hinos + bailado) levam a um exame crítico de nossas ações cotidianas, com base nos princípios cristãos.

     Porém não se pode resumir o Santo Daime ao psicológico, nem reduzir seus efeitos à simples conjunção da expansão química da consciência a mecanismos de auto-sugestão hipnótica da doutrina cristã. Há um inegável aspecto espiritual nos rituais, com incorporações conscientes e fenômenos ligados à vidência e à cura. A presença de seres de luz, bem como de obsessores, desencarnados, é claramente sentida no salão. Existem, inclusive, adeptos do Santo Daime no município fluminense de Nova Friburgo que aliam o uso do chá à incorporação de entidades da linha da Umbanda, desenvolvendo um rico relacionamento entre as duas modalidades de trabalho espiritual.

     Porém, para eles, o aspecto espiritual é indissociável do psicológico, uma vez que “os hinos tanto servem para doutrinar os desencarnados como para, simultaneamente, apontar as falhas e os defeitos morais dos participantes, desmascarando a sintonia existente entre o que as pessoas pensam e o que acontece no mundo espiritual”. Neste duplo processo, de auto-desenvolvimento psicológico e desobsessão espírita, os participantes sofrem as “peias” e têm as “mirações”. A “peia” representa uma difícil prova cármica a ser vencida ou o castigo necessário ao perdão dos pecados, o “sofrimento purificador” - que pode se manifestar na forma de vômitos, choro convulsivo, diarréia e mal-estar generalizado. Já a “miração” é uma visão mística, semelhante ao sonho, que mescla a revelação divina com os símbolos do inconsciente, muitas vezes coincidentes com a temática e os personagens dos hinos.

     Além de Jesus Cristo ser frequentemente sincretizado com o Sol, a Virgem Maria é associada à Lua, ao Mar e à Floresta, e as presenças de São João Batista e do Patriarca São José são constantemente lembradas nas canções do Santo Daime. Outra imagem frequente é a do “Divino Pai Eterno”, afirmação do princípio monoteísta da doutrina, que impera sobre uma “Corte Celestial de Todos os Seres Divinos”- que engloba, no manto panteísta da Rainha da Floresta, entidades que vão dos Devas Orientais aos Orixás africanos. Porém, a entidade central do ritual do Santo Daime é Juramidam, o “Mestre Império”. Este ser é quem, segundo os hinos e os participantes do culto, preside os rituais e é identificado como o próprio espírito da bebida ingerida nas cerimôminas.

     Os hinos do Santo Daime também versam sobre uma transformação nas condições de vida da humanidade - “o fim dos tempos”, “o Apocalipse”, “o balanço” - e sobre o advento da utopia social, a “Nova Jerusalém”, “o Reino de Deus na Terra”. Em relação a este ideal de utopia social, os participantes dos rituais afirmam que “a vida comunitária é um aspecto fundamental na doutrina do Santo Daime. Através dela aprendemos e construímos na prática o significado da União, que cantamos nos hinários”. Para eles, “quando tomamos Daime e cantamos hinos estamos apenas acelerando e intensificando conflitos e relações interpessoais que se desenvolvem no nosso cotidiano comunitário”. O objetivo a longo prazo, ao que prece, é conquistar no dia-a-dia uma união material tão sólida quanto a união mística alcançada nas cerimônias. “Assim”, concluem, “realizamos o ideal da Nova Jerusalém”. Desta forma, a União, metáfora da comunidade e símbolo da utopia social, é uma das entidades centrais dos rituais e da filosofia da doutrina do Santo Daime.

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ALuz - Satanismo  (ALuz Artigos número 8) escrito em quarta 05 dezembro 2007 19:35

SATANISMO

 

O termo satanismo foi utilizado pelas religiões abraâmicas para designar práticas religiosas que consideravam estar em oposição directa do deus abraamico. Por exemplo, o primeiro exemplo que se conhece do uso da palavra surge em "A confutation of a booke (by Bp. Jewel) intituled An apologie of the Church of England", por Thomas Harding (1565): :ll, ii, 42 b, "Meaning the time when Luther first brinced to Germanie the poisoned cuppe of his heresies, blasphemies, and Satanismes." (em português: "O que significa a época em que Lutero pela primeira vez trouxe à Germânia a taça envenenada das suas heresias, blasfémias e satanismos").

Visto que o Martinho Lutero teria negado qualquer ligação entre os seus ensinamentos e Satã, este uso do termo satanismo era principalmente pejorativa. Muitos satanistas acham ofensivo este uso do termo.

A palavra satã em si não tem relações com demônio ou relacionados e foi adotada como termo pejorativo pela Igreja Católica, que também falou de vários rituais supostamente praticados pelos satanistas. Os acusados de satanismo eram os cientistas, tais como Galileu. Os rituais que a igreja inventou na época para assustar a população são praticados atualmente por algumas pessoas que se dizem seguidoras do demônio ou rebeldes à igreja.

O Satanismo, antes de ser uma religião, é uma filosofia. Se o despir dos seus simbolismos, rituais, celebrações e dogmas, terá um conjunto de "bases" que acima de tudo exaltam o "deus" que existe dentro de cada um de nós, sejamos Satanistas ou não.

Para o Satanista, Deus, o Diabo, Anjos e Santos não passam de fragmentos da personalidade de cada um. Quando alguém exterioriza esse "Deus" ou "Diabo" o que está a fazer é deixar a sua majestade natural de lado para adorar ideias que não são suas, e de maneira indirecta adorar a pessoa que criou essas ideias. Ou seja, o Satanismo não é a adoração do Diabo ou uma versão às avessas do Cristianismo, mas sim a exaltação do "Eu". A fuga de padrões pré-estabelecidos para a criação dos seus próprios padrões, criados por si para si: O individualismo.

É este um dos principais motivos de ataques à Igreja Católica e ao Cristianismo (além, claro, dos constantes ataques destes ao Satanismo, querendo de qualquer forma livrar a Terra da ameaça que acreditam representar). O Satanismo não se encontra em posição antagónica à cristã por constituir adoração ao seu eterno adversário, mas porque o Satanismo representa liberdade filosófica e espiritual, individualismo e criatividade, enquanto que o Cristianismo prega obediência a um Deus omnipotente e ao seu filho carnal que veio à Terra, sem que os seus seguidores possam questionar ou argumentar contra as causas e motivos dessa obediência. O Cristianismo é em essência a negação da verdade do Homem.

O Satanismo é contra o modo de ser da crença Católica, variantes das Cristãs, ou qualquer outra em que se adore um Deus ou uma divindade exterior; ou é eleita uma pessoa para ser a representante viva de um Deus ou de uma Deusa ou dos deuses na Terra… Esta pessoa é tida por superior e seguida por pessoas que são tão humanas como ela.

A oposição do satanismo estende-se à crenças onde se adora um Deus pai e uma Deusa mãe; um Deus pelo qual se pode cometer crimes, terrorismo, massacres e fazer Guerras "Santas"; ou qualquer outra crença (a imaginação humana criou centenas de mitos e deuses) em que se deixe de parte o Humanismo e se criem alvos de adoração divina.

No Satanismo cada ser vivo é o seu próprio Deus e governante, cada um é responsável pelos seus actos e o seu modo de ser. Cada um é o seu próprio sacerdote, salvador e Deus.

 

 

Os movimentos satanistas distinguem-se pelo objecto de culto. Em alguns casos, há efectivamente o culto a uma entidade espiritual, que pode ser denominada por Satã ou receber outro nome.

Em outros casos, o que é rejeitado é a idéia de culto a algo externo à pessoa. O que se busca é a expressão da plena liberdade e responsabilidade da pessoa por si mesma. É por vezes considerado uma forma de ateísmo; mais freqüentemente é considerado pelos ateus como uma forma de anti-cristianismo.

Outro aspecto é se o movimento utiliza-se em rituais - com caráter religioso próprio - ou se está fundamentado numa atitude filosófica e prática. O predomínio de um ou outro aspecto caracteriza diferentes movimentos satanistas.

 

Para o evangélico "bruto", Satanismo é o conjunto de cultos e afins direcionados a Satanás, maior inimigo de Deus e aliado de Lúcifer (diabo). Apesar dos dogmas utilizados pelas igrejas satanistas com relação ao culto do "eu", o simples tratamento de Deus apenas como um síbolo - e não como uma realidade - já pode ser tratada como pregação atribuida ao diabo que (provado), com essas e outras tenta incansavelmente confundir a mente humana, tornando o homem comum contra Deus e seus seguidores. Na prática isso é completamente auto-contraditório, podendo ser todas estas informações apenas ditos para esconder (pôr "debaixo do pano") a verdade por trás do satanismo utilizando-se de palavras bonitas e visões humanamente corretas. Afinal, muitos satanistas convertidos ao Evangélio dão seus testemunhos e afirmam que os cultos e práticas referente à Satanás são uma verdade dentro da igreja satanista. Por exemplo, sabe-se de igrejas desse gênero nos Estados Unidos da América que utilizam um tapete com o desenho do rosto de Cristo na entrada de seus templos para limpar os pés e cuspir. Isso não é referência alguma a dogmas humanos e filosóficos mas sim ao próprio tema espiritual Satanás X Deus.

Uma vez que Satanás é o inimigo principal de Deus e conseqüentemente de seus seguidores, estes tentam veementemente através de orações, jejum e demais meios espirituais combater as chamadas hostes malígnas do inimigo - ao contrário destes, que volta e meia matam pastores e demais membros da Noiva de Cristo (apesar de que esta "tarefa" de se eliminar evangélicos esteja mais concentrada aos bruxos modernos).

 

Quer saber mais?

 

Satanismo fatos e mentiras

 

http://www.cacp.org.br/seitasdiversas/artigo.aspx?lng=PT-BR&article=422&cont=1&menu=8&submenu=1 

 

 

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ALuz - DIABO  (ALuz Artigos número 8) escrito em quarta 05 dezembro 2007 19:27

O DIABO

 

São muitos os nomes, as características e os poderes atribuídos ao Diabo - o senhor dos Infernos - na cultura ocidental. Na verdade, o Diabo é o resultado da fusão de muitas crenças de diversas entidades e de diferentes culturas. Aparece na Bíblia Sagrada como sendo a serpente que seduziu Eva e Adão no paraíso, levando-os a comerem do fruto da árvore do conhecimento; ou quando da agonia de Cristo no deserto, o Diabo aparece tentando-o, oferecendo-lhe o mundo como recompensa para que Jesus abandone o plano de Deus para sua vida. Da mitologia grega, ele é herdeiro direto de Hades, o deus do mundo dos mortos, local para onde as almas dos condenados eram enviadas, após pagarem ao barquero Caronte; para entrar na morada de Hades era preciso passar por Cérbero, o cão de três cabeças que guardava os portais do Tártaro. Já o tridente ele herdou de Netuno, o deus dos mares; os pés de bode eram de Pan, uma entidade benéfica, que vivia nos bosques e florestas. A aparência hedionda de lúcifer só veio se concretizar a partir do fim do Império Romano (476 d. c.), quando a Igreja Católica passou a ocupar o vazio de poder deixado pela queda de Roma; a Europa se via mergulhada nas invasões bárbaras, sem contar com um poder sólido para garantir a ordem social. Era preciso demonizar as crenças pagãs, para que a religião cristã se prestasse como nova ferramenta de poder e de controle sobre os diversos povos que viviam dentro das fronteiras do decaído império Romano; fornecendo uma base de cultura comum para um mundo estremamente diverso e conflitivo. Para manter seu domínio sobre estas populações, durante a "Idade das Trevas" a igreja resolveu personificar "a encarnação do mal"; passou então a representar em Lúcifer toda a maldade, os vícios, os pecados e os sofrimentos do mundo; e também a figura de um "Demônio malévolo", comandante de uma legião de outras criaturas das trevas em luta eterna contra Deus, os santos e os anjos, para "corromper a humanidade", carregando-a para a perdição do pecado, afastando-a da "verdadeira Igreja de Cristo". Isso tudo veio se prestar perfeitamente para dar consistência para o projeto de poder de uma igreja que ambicionava reerguer o Antigo Império Romano e unificar a fé e as crenças por todo o mundo. Podemos mesmo dizer que o Demônio seria uma espécie de oposto de Cristo; o seu inverso; a encarnação da maldade e da vilania. Dante escreve "A DIvina Comédia", livro em que a alma do poeta fausto percorre os Céus e os infernos. A crença em Deus era alimentada pelo temor nas forças das trevas; o Diabo passou a ser visto em Hereges (dicidentes de fé diversa), bruxas, cientistas, judeus (por receberem a culpa da prisão e condenação de Cristo, e por negarem que este seria o "Messias" anunciado no velho testamento, os judeus sempre foram perseguidos e associados ao Diabo). Acreditava-se que o mundo estaria próximo do fim, e que o Anti-Cristo estaria reinando na Terra; bruxas, lobisomens, vampiros, assombrações, hereges, cientistas (como Copérnico e Giordano Bruno) eram todos considerados adoradores do Diabo e agentes da danação a serviço da corrupção da humanidade. Como acreditava-se na época que o Papa "falava por Deus", os protestantes também foram associados ao Diabo, por desobedecerem ao pontífice. A pretexto de defender Jesus Cristo e a sua "Verdadeira Igreja", muitos governos instituíram o Tribunal da Santa inquisição, quando as bruxas, os judeus e os hereges eram presos, torturados e julgados por crimes contra a cristandade. Acreditava-se que com isso o "reinado do Ante-Cristo" estaria sendo combatido (o próprio Napoleão Bonaparte foi tomado como sendo a "encarnação do Anti-Cristo" na terra, para a maioria de seus inimigos). Às luzes do Renascimento e do Iluminismo, com o advento da ciência clássica e da economia de mercado só vieram radicalizar os extremismos. Cresce a superstição de que, para cada criatura humana viva na terra, o Diabo havia designado um "Demônio tentador" para garantir que aquela alma se perdesse nos descaminhos da maldade; já Deus, em sua infinita bondade, teria designado um "anjo da Guarda" responsável para tentar levar a alma deste vivente para o "caminho do Bem". Acreditava-se que desde o início da criação dos tempos o mundo testemunhava esta luta eterna entre Deus e o Diabo pelas almas dos humanos.

Com a descoberta da América, duas visões se cristalizaram: a primeira dizia que o Novo Mundo era o reino do Anti-Cristo na terra; o Diabo estaria dominando os índios e habitando suas almas e corpos; a outra dizia que este continente era o "o Paraíso perdido", local onde Deus teria colocado o primeiro homem e a primeira mulher para viverem em felicidade eterna, antes do pecado original. Foi aí que o Diabo ganhou contornos nativos, sendo Maíra, Anhanguera, tupã, ou qualquer entidade indígena. Com a escravização dos negros, logo a Igreja e os senhores brancos se apressaram em associar a figura do Diabo às divindades africanas. O Diabo ganhou uma aparência africanizada (tornando-se um homem negro enorme, numa referência preconceituosa à raça negra em geral), passou a ser chamado também de Exú, Tranca-Rua e outras definições afins.

 

Rei, Príncipe ou Senhor das Trevas, do Inferno ou do Submundo. Sete-Pele, Cramunhão, Encardido, Gramunhão, Carcará, Tranca-Rua, Gela-Perna, Prende-Dedo, Queixudo, Capeta, Capa-Verde, Chifrudo, Pé-de-Bode, Capiroto, Coisa-Ruim, Demo, Rabo-de-Seta, Belzebu, Satanás, Azarape, Lúcifer, Mefisto,Tinhoso, Rubro, Cascudo, Dito-Cujo, Satã, Bizonho, Exu, Besta, Maligno, Traquina,Azedo, Peste, Tição, Carrancudo, Canhestro, Feio, Canhoto, Esmolambado, Sarnento, Danado, Maldito, Manco, Arrenegado, Excomungado, Baal, Crinado, Pata-Rachada, Bódão, Diablo, Invertido, Anjo-Caído, Boi-Chumão, Deusmoleque, Guarda-mãe, Lanfranhudo, Salta-Moita, Fedorento,Curisco, Chaparrau, Inimigo, Mefistófeles, Cabrunco, Sinistro, Chifre-Pequeno ou, simplesmente, Aquele.

 

 Na Cientologia, "diabo" ou "Satanás" não é visto como algo vivo ou espiritual, tal palavra encaixa-se ao lado mau da vida, como quando ocorrem catástrofes. A cientologia não acredita na existência de um suposto ser do mau, simplesmente interpreta o seu nome de forma diferente, como sendo uma representação para sentimentos humanos

 

Os Cristadelfianos não acreditam que o diabo seja um anjo caído, mas sim uma personificação do pecado manifesto em indivíduos, associações/governos civis e eclesiásticos. Não acreditam num anjo caído porque todos os anjos segundo o que entendem por Verdade Bíblica não pecam. Entre outras explicações dizem que o salário do pecado é a morte e se os anjos são imortais logo não pecam.

 

O Diabo no Cristianismo já foi um anjo de luz e estava junto a Deus, e seu nome era Lúcifer (do hebraico hêlîl, "estrela da manhã", Lúcifer foi a tradução mais próxima). Houve uma rebelião nos céus, onde Deus lançou Lúcifer fora dos Céus junto com seus anjos seguidores (segundo o livro de Apocalipse, correspondente a 1/3 dos anjos), onde ele se tornou o responsável pelo mal no Universo. Sua primeira aparição, em forma de uma serpente, foi no Jardim do Éden, quando persuadiu Eva a comer o fruto do conhecimento do Bem e do Mal, fazendo que o homem viesse a estar sujeito ao pecado.

Na teologia Católica, especialmente Agostiniana, o Diabo é a representação de tudo o que Deus não representa, perversidade, apatia, tentação, luxúria, morte, destruição, como Deus representando a Luz, que existe, e o demônio as trevas, ou seja, a ausência da Luz. Referências Bíblicas: Isaías 14, Ezequiel 28 e Apocalipse 12.

 

Enganos

Um dos problemas bíblicos "mais mortais" é o das traduções. Tendo passado de várias línguas até chegar na conhecida atualmente, é evidente que muitas modificações tenham acontecido, a maioria delas involuntariamente. Uma delas é o da confusão dos termos Satanás e Diabo/Lúcifer.

Na íntegra, Satanás é um, Lúcifer é outro. Lúcifer é o diabo, personagem descrito acima. Já Satanás teve um caso diferente; ele simplesmente abandonou o Senhor. Junto levou também os seus seguidores e todos estes vieram para a Terra, a algo como 300-1.000 mil anos. Mais tarde foram presos e o lugar onde estão é "segredo de crente". A passagem que descreve este cenário está em Judas 1:6. Um pequeno acréscimo à história de Satanás e seus seguidores está em Gênesis 6:2 explicando de onde nasceram os gigantes (versículo 4).

 

Quer saber mais?

 

Demónio

http://pt.wikipedia.org/wiki/Dem%C3%B4nio

 

Demonologia

http://pt.wikipedia.org/wiki/Demonologia 

 

 

 

 

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Aluz e a Música - Por Leandro ALuz.  (ALuz Artigos número 8) escrito em domingo 02 dezembro 2007 20:26

A música (do grego μουσική τέχνη - musiké téchne, a arte das musas) constitui-se basicamente de uma sucessão de sons e silêncio organizada ao longo do tempo. É considerada por diversos autores como uma prática cultural e humana. Actualmente não se conhece nenhuma civilização ou agrupamento que não possua manifestações musicais próprias. Embora nem sempre seja feita com esse objetivo, a música pode ser considerada como uma forma de arte, considerada por muitos como sua principal função. Também pode ter diversas outras utilidades, tais como a militar, educacional ou terapeutica

(musicoterapia).

Além disso, tem presença central em diversas atividades coletivas, como os rituais religiosos, festas e funerais.

Há evidências de que a música é conhecida e praticada desde a pré-história. Provavelmente a observação dos sons da natureza tenha despertado no homem, através do sentido auditivo, a necessidade ou vontade de uma actividade que se baseasse na organização de sons. Embora nenhum critério científico permita estabelecer seu desenvolvimento de forma precisa, a história da música confunde-se, com a própria história do desenvolvimento da inteligência e da  cultura humanas.

 

Deseja saber mais?

Indicamos:

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Musica

 

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